Falar de bruxaria sempre mostrara olhares tortos e as mesmas perguntas, coisas como, “Você é satanista?”, “Isso não é modinha de adolescente?”, “Você faz uso de intorpecentes?”, o que a mim já se tornou corriqueiro explicar da forma mais simples possível sobre minha a crença e costumes, também é uma luta sem fim onde tenho que lidar com uma ideia implantada na cabeça dos outros a mais de seis séculos de existência humana, tal batalha às vezes tem suas vitorias, mas também suas derrotas em meio a intolerância religiosa e preconceito social.
A principal doutrina do mundo foi o ponto inicial para a criação da visão que a arte da magia e bruxaria é obra do demônio e maligno, tudo bem não devemos culpar os atuais seguidores, mas os senhores feudais e o antigo clero, em meio a uma loucura por bens materiais, costumes e símbolos antigos que remontam a milhares de anos antes cristo, foram ditos como devotados ao demônio sendo que o tais crenças surgiram antes mesmo da ideia de demônios da Grécia antiga, os Daimons nem se quer tinham esse laço ruim que é dito hoje.
O tempo passou, vivenciamos fogueiras, perseguições e proibições à arte, começamos a fazer tudo de forma oculta e com o maior sigilo possível, pelo medo que tudo que aconteceu anteriormente voltasse e toca-se em nossos descendentes, mas em 1951, quando a última lei ainda existente contra a Bruxaria foi revogada na Inglaterra, Gerald Gardner, considerado o pai da Bruxaria Moderna, decidiu revelar que as práticas da Bruxaria da Europa antiga não haviam morrido, mas continuavam vivas e ainda eram praticadas no interior dos Covens e por muitas famílias de Bruxos sob um novo nome, Wicca.
O emergir da Wicca gerou uma grande curiosidade na época e muitas pessoas acabaram se dizendo wiccanos por apenas moda, para ganhar status sociais ou implantar medo, o que acabou manchando um pouco mais o nome de uma filosofia que sofreu séculos sendo reprimida.
Temos também o uso da Wicca nas primeiras manifestações feministas o que acabou criando outra falsa visão dessa doutrina a chamando de o sagrado feminino para que as manifestantes tivessem um apoio religioso contra o preconceito.
Resumindo a bruxaria sempre foi alvo das pessoas e acabou perdendo o seu significado real por conta de algumas com boas e outras com más intenções, e isso lógico crio uma ideia generalizada, o que poderia mudar se a igreja ensina-se aos seus fieis sobre o que somos e a injustiça feita a nós no passado, derrubando assim o medo e a intolerância, fora que se devia ser ensinado nas escolas sobre tal cultura, para que no futuro o ser humano seja menos preconceituoso.
Por Pudim, 2017




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