Esta é uma tentativa de clarear certos aspectos do chamado Esoterismo (ou Ocultismo, deem o nome que mais lhes aprouver).
Muito é dito e escrito sobre Sociedades Secretas (que se fossem secretas não se falaria ou se escreveria sobre elas nomeando-as por seus “nomes” ou localizando suas sedes) e narrativas de antigos anciões ou sacerdotes guardando, com grande zelo, um Conhecimento transcendental de “antigas civilizações”.
Homens proeminentes, reunindo-se em “assembleias secretas”, são referenciados em todos esses discursos. Seus nomes: “Os Mestres Secretos”, se são tão desconhecidos assim, então, como saber que se reuniam em assembleias? Contato e comunicação com uma alta fonte, sempre divina, são um familiar clamor em todas essas referências. Os segredos dessas organizações são tão profundos que somente pouquíssimos estariam habilitados a entende-los e usá-los. Também é afirmado que esses homens manuseiam seus privilegiados Conhecimentos para benefício da humanidade.
Pelo menos é o que afirmam. Entretanto, como se pode saber a respeito disto, desde que essas organizações, seus conhecimentos e suas ações são secretas? Nosso objetivo é o método da ciência, além da divulgação da Lei de Thélema. Esta via nos surge como a única em condições de poder, simultaneamente, desativar os ânimos, a hipocrisia e encontrar uma via destituída dessas mazelas dando vida às pesquisas e estudos verdadeiramente Ocultos, sabendo filtrar informações, mensagens, discussões e ensinamentos constantes hoje na net.
Muita coisa necessita esclarecimento para que todos possam assentar as
bases do trabalho que pretendem realizar. Inicialmente tentaremos definir o significado de alguns termos usados no sistema. Alguns desses tendo, em parte, o mesmo significado dentro do que denomino Ocultismo Ortodoxo, mas outros não.
Para alguns discípulos, encontrar o mestre é achar seu ponto de apoio que o fará deslumbrar a encarnação da realidade e a beleza do mundo espiritual, criando um estereótipo ilusório de que um Mestre é perfeito, onisciente, onipotente.... Que ele não tem necessidade de comer, nem de beber, nem de dormir... que ele está ao abrigo de todas as tentações e, sobretudo, que passa o seu
tempo a fazer milagres e ajudar os necessitados como se não tivesse mais nada a fazer da vida.
É bem verdade que algumas pessoas têm poderes excepcionais, mas se são mestres não utilizam tais poderes para fazer prodígios tal como um ilusionista de circo. Nenhum espetáculo circense é capaz de ajudar os seres humanos a tornarem-se pessoas melhores.
A diferença disto consiste no fato de expandir a consciência de maneira a se tornar muito mais vasta, passando a ter ideais superiores e, sobretudo, conseguir um perfeito domínio sobre si próprio.
Evidentemente, para tal é necessário imenso tempo e uma dedicação sem limites. Talvez uma única vida não baste, talvez seja preciso, ter consciência de trabalhar durante séculos, de encarnação em encarnação, adquirindo sempre novos elementos espirituais até o dia em que se tornará um verdadeiro portador da luz e das virtudes sagradas e do amor em consonância com a Inteligência Cósmica, se transformando, se divinizando.
Dar vazão à sua natureza inferior o tornará um feiticeiro não um mago. Na realidade, cada ser humano tem um Mestre Interior, o sagrado Anjo Guardião, e um feiticeiro um mestre que não cessa de aconselhá-los a prejudicar os outros. Cegos, que têm um mestre cujos conselhos perniciosos seguem dia e noite. Um Mago busca o domínio desta Ciência e este domínio que ele adquiriu devem servir apenas para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor.
Não nego que os feiticeiros possam ter poderes mágicos, pois isso depende de exercício, mas é óbvio ver como eles os empregam num único sentido: impor-se aos outros. O que muitos não sabem que para se ter o direito de trabalhar com as energias sutis do plano astral, é necessário obter também o reconhecimento das entidades que compõem esse plano, o que não é tão simples.
Pois condições que têm que ser preenchidas por aqueles que querem ensinar fragmentos da ciência iniciática. Deve-se conhecer os seus medos interiores, sobrepujar o seu orgulho e estar consciente de suas fraquezas para que possa empregar todos os meios para triunfar sobre ela. Transmutar a matéria é fazê-la transformar com o auxílio de qualidades e virtudes.
É mutação do material bruto em algo nobre e sutil, descobrindo-se verdadeiramente como força da alma superior e imortal. O objetivo desse prólogo é explicar para que tenham consciência do perigo em dirigir tais conhecimentos para finalidades egoístas e mesquinhas. A mente superior é repleta de atitude superior, assim que a humanidade. que gostaríamos que prosseguissem seus estudos.


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